26.6.11

jornada dupla

Hoje começamos mais cedo: fiquei duas horas só com os baixos trabalhando respiração e apoio. Passei o exercício de nota longa com eles e, em seguida, a atacamos afinação do Vira virou. Foi bastante produtivo e, no final, os percebi mais seguros para apoiarem o coro.

No ensaio geral, procurei seguir de maneira bastante rígida a divisão do ensaio em três partes, que se configurou há algum tempo, desde que temos um repertório mais “pronto” (mas ainda precisando de ajustes). Ela é assim:

-30 minutos de aquecimento
-30 minutos com repertório já lido (fazendo ajustes)
-30 minutos para leitura

No aquecimento, comecei a desenvolver mais a questão do apoio a partir da constatação do tenor Yutaka, que “descobriu o apoio” na semana passada. Assim, procurei evidenciar o “momento do apoio” desde os exercícios de respiração (esvazia, apóia, solta o “s”).

Na fase do repertório já lido, deixamos de passar somente o Alleluia.

Na leitura, então, seguimos trabalhando o Vira virou. É estranho, parece que a afinação sempre se perde e termina alta. Os baixos conseguiram estar mais presentes depois do ensaio do naipe, mas música está arrastada, sofrida e sofrível. Hoje nem trabalhamos o Você vai me seguir. Terminamos com Shalom.

19.6.11

respirando

Hoje começamos o ensaio quase pontualmente sem a presença da Camila (em semana de provas).

Tivemos avanços importantes em relação à respiração. O tenor Yutaka conseguiu entender onde era preciso apoiar a coluna de ar para cantar (estava tudo muito apoiado na barriga). O episódio ajudou o naipe dos baixos a compreender melhor o a ideia do apoio. A contralto Kátia comentou que começou a pensar em parar de fumar para ter mais fôlego para o canto.

Os vocalizes foram os mesmos da semana anterior, com o seguinte acréscimo: fizemos os vocalizes “i e a o u” e “priu” na versão convencional, subindo de meio em meio tom, e em seguida fora da sequência de afinação. (Esta atividade é proposta na dissertação do professor Paulo Rubens Moraes Costa como ferramenta de verificação de aspectos frequenciais, página 157). O coro respondeu muitíssimo bem!

Separei um terço do ensaio para passarmos o repertório. Começamos com o Alleluia (bem rapidamente) e retomamos o Señores cantores, que já não fazíamos há algumas semanas. Saiu bom na segunda vez, após alguns ajustes no ritmo. O Kysha também saiu melhor na segunda vez; depois da primeira execução em andamento bem lento, propus que o coro acompanhasse a regência e imprimi um andamento mais animado. Ainda temos alguns problemas na retomada da melodia, na repetição. Não tivemos tempo para trabalhar o Você vai me seguir.

O último terço do ensaio foi dedicado ao Vira Virou. Como estratégia para relembrar as vozes uma a uma e ao mesmo tempo fixar as idas e vindas das repetições das três partes da música (introdução, “miolo” e refrão), passei todas essas voltas com cada uma das vozes. Acho que demorou menos do que se tivéssemos selecionado apenas alguns trechos. O resultado geral está satisfatório, exceto por alguns problemas localizados que persistem. Por isso combinamos de trabalhar especialmente com os baixos antes do ensaio da semana que vem. No ensaio de hoje, também tive um cuidado com a inserção da Eleni no grupo. Tínhamos combinado de trabalhar quinze minutos antes de começar com o grupo todo, o que acabou não acontecendo, mas que deve ser feito na semana que vem, ainda que ela esteja se saindo bastante bem desde já.

Encerramos o ensaio de hoje com o Shalom.

12.6.11

nova soprano!

Hoje tivemos três ausentes: Kátia, Lucas e Yutaka (tiveram que ir a um funeral). O naipe dos tenores foi o mais prejudicado (Kiyoto ficou sozinho).

Em contrapartida, o coro recebeu uma nova integrante: a soprano Eleni, que já havia sido companheira de coro do Gil e do Kiyoto anos atrás. Fiquei de trabalhar com ela em um horário separado principalmente aspectos de respiração, além da leitura das peças que já vem sendo estudadas pelo coro.

O ensaio de hoje foi, portanto, bastante atípico, com ênfase nos exercícios vocais (segui a sequência respiração-ressonância-vocalizes).

Em seguida, em vez de tentar juntar o Vira virou com o grupo tão desfalcado, apenas apresentei aos presentes a sequência que deveremos seguir (retornos e repetições) e “brincamos” um pouco lendo o Você vai me seguir.

Além disso, passamos o Alleluia (após os vocalizes) e o Shalom (ao final do ensaio) com a Eleni.

10.6.11

orientação e prazos

Hoje consegui me reunir com o professor Marco antes da viagem de dois meses que ele vai fazer a partir da próxima semana! Conversamos em linhas gerais sobre o andamento do trabalho e cronograma. Ele propôs flexibilizarmos o cronograma, dizendo que a defesa pode ser até o final do ano em vez da data limite de setembro e que a referência deve ser “trabalhar até que o resultado esteja bom”. Isso por um lado me dá mais tranquilidade para avançar. Acho que tenho bastante o que trabalhar, entre ensaio e leituras, durante a ausência do orientador. No retorno dele é que devo me empenhar mais na parte de regência que o trabalho envolve... vamos ver!

5.6.11

frio e dificuldades

Hoje, com o tempo frio, tivemos bastante dificuldade justamente no aquecimento vocal. Mesmo acrescentando mais exercícios de respiração (propus fazermos o “s” curto e bastante ritmado, por exemplo) e vocalizes, houve uma demora maior em manter a afinação durante a execução das peças (ainda que, com insistência, conseguimos chegar ao final das músicas sem deixar a afinação cair!)

Hoje lemos o “miolo” do Vira virou. A leitura fluir bem; percebi que ainda preciso trabalhar alguma coisa com os baixos, já que a parte deles nesse trecho do “miolo” é muito parecida com o que eles fazem na introdução e mesmo assim ainda não é fácil para o naipe memorizar os intervalos dos saltos. Os tenores, apesar de terem a linha mais imprevisível, estão se saindo bem.

Além do Vira, juntamos toda a primeira parte do Você vai me seguir (“quase afinado”) e passamos uma vez o Kysha, além dos cânones (Alleluia no início, após o aquecimento, e Shalom ao final). Só o Señores cantores ficou de fora. Mesmo com a dificuldade de afinação já no aquecimento, tentei manter o que tinha planejado para este ensaio, diante do resultado do anterior, de trabalharmos o Você vai me seguir (nossa peça-desafio) logo depois do aquecimento e do Alleluia, para pegarmos o Kysha mais “acordados”. Não sei dizer se isso funcionou ou se o coro amadureceu o Kysha “naturalmente” da semana passada para cá, mas pelo menos houve uma melhora.

Depois do ensaio, conversamos sobre a possibilidade do ingresso de uma nova coralista no naipe de sopranos, a Eleni, uma vizinha da família. Kiyoto ficou responsável por fazer o contato com ela.

29.5.11

velocidade cruzeiro

Hoje o ensaio seguiu em ritmo cruzeiro, no sentido de que já temos uma rotina de ensaio! O aquecimento teve aquela sequência que já se tornou familiar ao coro: respiração, ressonância e vocalizes.

Cantamos todas as peças, exceto o Señores cantores. Percebi que a leitura do Kysha já se consolidou, mas que ainda falta “fazer música” a partir desse material lido. Tentei deixar claro para o coro que nosso desafio diante dessa peça ainda não acabou só porque ela está lida! Não é porque estamos encarando a leitura “dissonante” do Você vai me seguir que o Kysha já está dominado. Faltou presença do coro e a afinação ficou deficiente.

A leitura do Vira virou avançou da seguinte maneira: antes de ler o “miolo” da música, propus lermos hoje a coda. Deu para deixar esse trecho final bem lido antes de cantarmos o Shalom.

26.5.11

progressos

Hoje estive no Departamento de Música da ECA para, mais uma vez, trabalhar com a mezzo Camila. Ficamos em torno de uma hora fazendo os exercícios de respiração e de nota longa (maior parte do tempo) e passando a linha de contraltos do repertório visto até aqui, para esclarecer eventuais dúvidas. Notei que a Camila progrediu muito com esses exercícios (ela também notou). Um dos pontos em que isso pode ser mais facilmente percebido é em como ela está conseguindo controlar o fôlego (ela sentiu e eu percebi uma melhora no uso da respiração). Que bom!

22.5.11

leituras

Hoje seguimos com os mesmos exercícios do ensaio anterior na etapa de aquecimento.

A prioridade esteve mesmo no repertório: concluímos a leitura do Kysha e começamos a ler o Vira virou. Lemos apenas a introdução, que já passa boa parte do caráter harmônico da peça.

O coro está muito empolgado com o desafio de ler o Você vai me seguir. Hoje tive que cuidar para não passar muito tempo trabalhando esta peça.

20.5.11

orientação

Hoje consegui me reunir com meu orientador. Contei a ele que a leitura do Você vai me seguir até teve algum resultado e ele comentou que esse tipo de leitura de coisas difíceis (em relação ao que o coro pode fazer no momento) pode acabar ajudando a facilitar a leitura de peças que estejam mais ao alcance do coro. Considerando a reformulação do repertório, o professor sugeriu mais uma peça: O occhi manza mia e após a reunião passei um tempo no arquivo de partituras e no xerox preparando material para os ensaios.

19.5.11

trabalho de adaptação

Hoje trabalhei com a nova mezzo, a Camila. Em uma sala no Departamento de Música (conseguimos uma sala grande com piano bom!), passei com ela o exercício de nota longa que a professora de canto Maria Cecília de Oliveira costumava trabalhar comigo no período em que fiz aulas (2004-2006). Este exercício funciona como uma lente de aumento ou uma câmera lenta, através dos quais se é possível perceber e melhorar o som emitido. Assim, conseguimos Camila e eu logo de cara um ótimo resultado sonoro!

Além de técnica, passei as linhas de contralto do repertório lido até agora, para que a Camila se adapte no naipe novo o mais rápido possível.

15.5.11

desafios

Começamos o ensaio praticamente com os mesmos vocalizes dos últimos três encontros. Acrescentei apenas um exercício cromático e, no momento de trabalhar o repertório, propus a leitura de uma peça considerada difícil pelo orientador (e ela é bem dissonante mesmo) para o coro neste momento: Você vai me seguir. Foi difícil mesmo, mas conseguimos fazer soar alguns acordes.

Depois disso, começamos a tentar juntar as vozes no Kysha e a estratégia foi começar a “junção” parcialmente (com as vozes de duas a duas). Indo assim, aos poucos, conseguimos um resultado muito melhor ao final do ensaio. Faltou trabalharmos apenas a coda após a repetição (o retorno ainda está bastante falho).

12.5.11

nova contralto

Estive no departamento de música com a Camila para, com o professor Marco Antonio, revermos a classificação da voz dela. De fato, a Camila passou de soprano para mezzo. O professor Marco reforçou as instruções quanto à respiração. Aproveitei o encontro para conversar rapidamente sobre o repertório. Considerei boa a resposta do coro ao Kysha, mesmo sem ter conseguido ainda juntar todas as vozes. Dentre as peças que ele sugeriu para trabalharmos, pensei que Vira virou pode ser uma boa opção.

11.5.11

pensando...

Pensei que é bom ter uma peça bem “sonora” e solta, que seja para soar e liberar a voz mesmo! O Alleluia  está fazendo um pouco esta função, logo depois do aquecimento. Não dá para trabalharmos só com as músicas que ainda não estão dominadas. Nelas, a voz dos coralistas e a sonoridade do coro tendem a minguar.

8.5.11

a quatro vozes!

Hoje continuamos consolidando a estrutura do ensaio. No aquecimento, mantive os mesmos exercícios, aproveitando para trabalhar com as imagens da conversa com o orientador durante a semana.

Com o grupo completo, conseguimos começar a leitura do Kysha po po, canção infantil japonesa. Aproveitando a presença de tradutores e intérpretes no grupo, fizemos algumas correções na transliteração e passamos a pronúncia da música inteira. Em seguida, lemos as vozes em separado. O ideal seria que isso fosse feito em um ensaios de naipes, porque a leitura toma muito tempo com cada voz. Como depois disso sobrou pouco tempo, fizemos apenas uma tentativa de juntá-las. Ainda não deu muito certo, mas o resultado foi muito melhor do que eu esperava e acho que vou precisar rever o planejamento do repertório (que previa uma série de músicas a duas e a três vozes). Parece que vai ser possível priorizar um repertório coral a quatro vozes!

4.5.11

apoio

O professor Marco está com o pé machucado, então tivemos uma reunião via skype. Conversei com ele sobre a minha preocupação com a afinação, que falha em alguns momentos isolados e em como conseguir um melhor resultado de cada coralista nesse ponto. No geral, ele falou da importância da noção do apoio e da boa colocação da respiração e me passou instruções, algumas imagens que podem ser útil nesse caminho em que eu devo auxiliá-los a conhecer o próprio corpo e produzir som com ele. Algumas dessas imagens são:

-manter o ar baixo, não subir o peito
-manter a boca pouco aberta
-o apoio muda de acordo com a nota
-regular os agudos por meio do apoio
-não soltar a barriga

1.5.11

trabalhando

Neste ensaio do feriado (mais um feriado dominical), tivemos a ausência do Yutaka e da Kátia. Assim, não pensei em trazer muito conteúdo novo de repertório. Procurei aprofundar a percepção do corpo nos processos de respiração e emissão sonora e aproveitei os acordes do aquecimento para passar alguma noção de percepção auditiva dos modos maior e menor. Eles se saíram muito bem em uma sessão rápida de reconhecimento desses acordes. Expliquei que a Señores cantores está sustentada sob um acorde menor.

Depois, repassamos as músicas já vistas até aqui: Alleluia, Señores cantores e Shalom.

24.4.11

ensaio de páscoa

Hoje começamos o ensaio buscando regular a respiração. Insisti no exercício de esvaziar os pulmões e sentir o ar entrando sozinho, sem esforço. Enquanto eles faziam este exercício, fui lembrando verbalmente que eles deviam relaxar ombro e pescoço (laringe) e imaginar o diafragma apoiando a coluna de ar como se fosse uma rede ou cama elástica. São muitos conceitos a serem passados de uma vez! Preciso passá-los, para que os coralistas consigam internalizá-los aos poucos. Depois, introduzi novamente o momento de “organizar” a respiração; pedi para eles soltarem o ar em 4 e depois em 8 tempos. Percebo neste começo que há um trabalho de regência também nesse momento de aquecer o coro; tudo precisa de regência!

No exercício de ressonância, continuei tentando fazer com que eles conheçam o potencial do próprio corpo e consigam explorar as cavidades para, neste primeiro momento, “fazerem o som crescer”. Hoje pedi para eles “limparem o interior da boca com a língua” enquanto faziam o exercício.

Logo depois do aquecimento, consegui ensinar a melodia do Alleluia. A ideia era ensinar apenas a melodia em uníssono, mas já deu para tentarmos o cânone. Depois disso, trabalhamos a peça Señores cantores e, para todos os efeitos, poderíamos dizer que temos já duas músicas “apresentáveis”, esta e o Shalom, com a qual encerramos o ensaio de Páscoa.

De modo geral, sinto que os naipes estão equilibrados. Me preocupa um pouco o naipe de sopranos, já que o Lucas ainda é uma criança. Acho que ainda falta um equilíbrio do timbre neste naipe.

17.4.11

conquistando ritmo de ensaio

O ensaio de hoje foi bem parecido com o da semana anterior. Na verdade, hoje tentei explicar menos durante um exercício e outro (semana passada, como tudo era novo, acabei criando muito intervalo para explicações).

Achei bom propor um exercício de nota parada no trecho do aquecimento, para que os coralistas pudessem explorar, cantando, a percepção de ressonância que foi trabalhada no exercício de boca chiusa.

Eu tinha pensado em introduzir, logo após o aquecimento, a canção Allelluia (Mozart), que pode ser feita em cânone. Mas acabamos continuando o trabalho com os Señores cantores. Mesmo sem o domínio da leitura musical, a partitura acaba servindo como suporte para o trabalho neste momento. O ritmo ainda está um pouco desencontrado na execução a duas vozes e tivemos que corrigir uma das células rítmicas da segunda voz que passei para eles invertida na primeira leitura.

Encerramos o ensaio cantando o Shalom e acho que, aos poucos, estou conseguindo melhorar a regência desse cânone. A sonoridade do coro também está melhorando e, com o domínio desta peça pelos coralistas, conseguimos imprimir um andamento menos lento.

10.4.11

ensaio completo

Hoje tivemos o primeiro ensaio completo (com aquecimento e repertório, ainda na fase de “leitura”).

No aquecimento, introduzi algumas noções de respiração do canto, falando sobre a importância da percepção do próprio corpo, da constância da coluna de ar como correspondente à constância do som produzido, do necessário controle da tensão do diafragma (precisa haver apoio, mas a força não pode ser tanta que impeça a respiração). Após as explicações, fiz com que eles sentissem o esvaziamento e a entrada do ar. Depois, propus muito rapidamente que o ar fosse liberado de maneira organizada pelo conjunto, em 5 tempos.

Nos exercícios de boca chiusa, propus como experiência que cada um experimentasse jogar o som em várias partes da cabeça. Tive que “encurtar” a duração do exercício diante da capacidade de respiração dos coralistas. Nos vocalizes, priorizei o trabalho com notas ligadas e considerei o “priu” staccato por enquanto mais por ter percebido que ele teve um “efeito lúdico” do que por considerá-lo “útil” no momento.

Começamos a ler, então, a peça Señores cantores. Foi o primeiro contato do coro com o elemento “partitura”. Conseguimos trabalhar mesmo sem um conhecimento integral de leitura por parte dos membros do coro. Ainda preciso pensar em como vou trabalhar essa habilidade da leitura com eles. Me parece que as questões vão surgir conforme lemos as peças ao longo do tempo, mas talvez seja o caso de criar um momento para esse estudo fora do ensaio, se houver interesse.

Encerramos o ensaio cantando o Shalom e notei uma melhora da sonoridade em relação à semana anterior! Preciso melhorar o corte da minha regência na passagem do cânone. Estava preocupada em fazer com que eles assimilassem a melodia e conseguissem concatenar as vozes e não me dei conta de que preciso também regê-los!

7.4.11

classificação, aquecimento e repertório

O foco desta reunião de orientação foi confirmar a classificação das vozes a partir do que eu havia observado e coletado no domingo. O coro ficou assim:

sopranos: Viviane, Camila e Lucas
contraltos: Kátia e Nara
tenores: Yutaka e Kiyoto
baixos: Gil e Olavo

Feito isso, também conseguimos definir uma sequência inicial para o aquecimento vocal do coro:

1)    respiração;
2)    ressonância - boca chiusa;
3)    vogais alternadas - intervalo curto, de terça;
4)    ampliar intervalo - ressonância mais alta;
5)    articulado - trabalhar diafragma e ponta de língua.

O professor Marco Antonio sugeriu uma primeira música para o repertório (depois do Shalom), uma peça ainda a duas vozes chamada Cantem señores cantores. Xeroquei este material para o domingo.

3.4.11

classificação vocal


Hoje foi o dia dos testes de classificação vocal. Os coralistas foram ouvidos um a um. Fiz anotações e gravações para poder conversar com o professor Marco Antonio durante a semana para classificar as vozes antes do ensaio seguinte, embora já estivesse segura em alguns casos. De modo geral, todos conseguiram cantar o que foi solicitado. Alguns estavam tímidos, mas eu prometi que seria a única vez em que teriam que cantar sozinhos!

Depois dessa etapa de testes, restou um tempinho e consegui propor uma canção judaica muito breve, possível de ser cantada em cânone. O resultado deste primeiro dia foi muito bom! Ao contrário do que eu havia previsto, foi possível já introduzir o cânone com eles! A música foi ensinada sem partitura nem texto escrito.

SHALOM

Shalom chaverim, shalom chaverim
shalom, shalom,
l’hit-rah-oat, l’hit-rah-oat,
shalom, shalom

(“Shalom, meus amigos, até o próximo encontro”)

31.3.11

sobre a classificação vocal


Nesta reunião de orientação, conversamos mais sobre o cronograma de trabalho, esquema dos encontros de orientação, prazos, bibliografia e formato do TCC. O foco principal do dia foi a orientação em relação aos testes de classificação vocal, a serem realizados com os coralistas no final de semana seguinte. Foram listados alguns procedimentos e parâmetros:

1) pedir para que os coralistas cantem uma escala ascendente de Dó Maior para que se possam identificar as passagens (quebras) típicas: nos baixos, entre mi e fá; nos barítonos e mezzos, entre fá e sol; nos tenores e sopranos, entre sol e fá.

2) usar um exercício diatônico ascendente e descendente para confirmação da quebra. Procurar cobrir toda a extensão para encontras os limites. Identificar onde está o centro da voz, onde ela tem o som mais cheio.

27.3.11

reunião pré-ensaios


Primeira reunião com a família T-S-I. Conversamos principalmente sobre repertório, esquema dos ensaios e calendário. Do repertório, vi que eles estão bastante receptivos. Considerei isto um ponto positivo, porque assim poderei testar com eles o tipo de repertório que poderá “funcionar” melhor, tanto sonora quanto didaticamente. Sobre o esquema dos ensaios, expus um formato de começarmos com aquecimento, depois trabalhar leitura de peças e, logo mais adiante, reservar um final para passar o repertório mais pronto. Ficou definido que os ensaios serão aos domingos, das 13h30 às 15h e que alguns domingos, como os do feriado, estariam livres de ensaios.

24.3.11

definição do orientador


Neste dia, tive uma reunião com o professor Marco Antonio da Silva Ramos, que tinha sido meu professor de regência coral. Ele aceitou o convite e se tornou meu orientador. Nesta primeira reunião, conversamos principalmente sobre um cronograma de trabalho, esquema dos encontros de orientação, prazos, bibliografia e formato do TCC.

Bibliografia

COSTA, Paulo Rubens Moraes. Diagnose em canto coral: parâmetros de análise de ferramentas para a avaliação. 2005. (Dissertação de Mestrado).

LOPES, Paulo. Estudo do desenvolvimento da escuta melódica de adultos integrados a coros vocacionais. 2010. (Dissertação de Mestrado).

COLLINS, Don. L. Teaching choral music. Prentice Hall. New Jersey: 1999.

GALLO, José; GRAETZER, Guillermo; NARDI, Hector, RUSSO, Antonio. Editorial Ricordi Americana. El director de coro. Buenos Aires: 1979.

GARRETSON. Choral conducting. Prentice Hall. New Jersey.

Entraves ao trabalho
viagem do professor durante os meses de junho (dia 15 em diante), julho e início de agosto.

Possíveis datas para a defesa
31/8/2011 ou 14/09/2011

Formato do trabalho
-texto: relato do planejamento dos ensaios, relato reflexivo dos ensaios; seleção de registros (gravação e filmagem).
-concerto final

15.3.11

como tudo começou


Em março de 2011, recebi uma mensagem da amiga Kátia Shimabukuro, perguntando se eu conhecia algum professor de música. Ela ainda não tinha comentado com ninguém, mas estava com a ideia de formar um coral da família – pais, filhos e agregados. Eu já conhecia a família Shimabukuro de Tani e Isoda havia mais de dez anos e sabia que todos ali já tinham alguma vivência musical, ainda que nunca tivessem estudado formalmente. Uma das experiências mais impressionantes que eu conhecia era a “banda dos irmãos”, formada pelos cinco irmãos, que tem até algumas composições próprias e que chegou a se apresentar em festas de casamento e aniversário.

Quando li a mensagem da Kátia, senti uma “coceira interna”. Estava me preparando para começar o trabalho de conclusão de curso, que seria uma continuidade do estágio desenvolvido em uma escola da prefeitura em 2010, mas me pareceu muito tentadora a possibilidade de trabalhar com aquela família. Seria uma oportunidade para retomar o estudo de regência coral, concluído em 2010, do qual eu tinha gostado muito, mas que não pensava que pudesse retomar tão cedo. Alguns dias depois, não pude mais fingir que não estava acontecendo nada e resolvi assumir essa vontade: redigi uma proposta de que eles fossem minhas cobaias no TCC. Na mesma hora, a Kátia encaminhou meu e-mail para todos e a adesão do grupo foi instantânea. Alguns dias depois, com a definição do orientador, confirmou-se a viabilidade deste trabalho como tcc.